sábado, 12 de setembro de 2009

Caramulo MotorFestival 2009

Decorreu no passado fim-de-semana mais um Caramulo MotorFestival, a quarta edição. Este evento vem na associado a outro evento que já conta com cerca de 30 anos, a rampa do Caramulo.
Dado que além do BTT a maior "pancada" que tenho, e a mais antiga, é a dos carros não pude deixar de marcar presença.
Nesta edição,e como já vem sendo hábito, a organização foi quase irrepreensivel, o cenário natural é magnifico, os automoveis participantes nos eventos são excepcionais.
Resumidamente um evento a não faltar para os maluquinhos dos carros. A somar ao evento tenho ainda a oportunidade de visitar os meus avós e assim unir o útil ao agradável...
Este ano esteve em destaque da organização esteve o primeiro Ferrari a ser importado para Portugal e que além do interesse histórico é lindissimo, como podem ver...
Nas anteriores edições o automóvel destacado para defender a casa tem sido este:

Um Bugatti de Grande Prémio dos anos 30, o 35 Type B, que me surpreendeu muito pela sua velocidade, valor, beleza e interesse histórico. o Bugatti 35B, com o qual Lehrfeld estabeleceu, em 1931, o recorde do quilómetro lançado, a mais de 200 km/h !!! Temos que ter em mente que é um carro com 80 anos!!!

Podemos admirar todos estes carros e mais alguns, (não vou estragar a surpresa para quem quiser ir ver), no Museu do Caramulo. Podem dar uma espreitadela no site do Museu:

http://www.museu-caramulo.net/automoveis.shtml

Vamos passar ao que mais apreciamos nos blogs: as fotos.

Em baixo um Lotus de formula...

O vencedor absoluto de todas as classes na corrida: O Porshe 911 GT2 de Le Mans pilotado por António Nogueira, que em anos passados tem trazido um Marcos LM 600, e este ano trouxe este modelo construido pela Porshe especificamente para a corrida francesa com 800 CV??!!

Um Honda NSX



Um velhinho FIAT 128 (o meu pai tinha um, era o carro de familia)

Um Land Rover Serie II com condutor fardado e de capacete...

Os sempre lindissimos Jaguar E

Mais uma vez o Porshe vencedor absoluto

Um espetacular Renault 5 Turbo 2, que apesar já serem muito raros, pois tem a mania de se espantar, pudemos contar com a presença de dois...

Um AC COBRA cujo ronco V8 impressiona...

E este foi o carro mais apreciado pelo publico presente: Um LOLA T70.

Um Porshe 356...

E alguns históricos contemporanêos como este FORD GT

Aqui temos uma vista do interior do museu ao qual fomos fazer uma vista para mostrar ao pequenote no intervalo das subidas...
Aqui uma curiosidade da II Grande Guerra...

Aqui podemos ver o famoso Bugatti com uma curiosiade: Os dois carros pequenos são carros eléctricos para crianças da mesma época (1930) construidos pela Bugatti. Como é de calcular não eram para pobres...
Aqui o magnifico Mercedes CLR
Um engarrafamento no maio da serra...

Aqui o pequenote a pousar junto ao LOLA...

Neste pequeno video podem ouvi-lo e vê-lo, com o seu V8....



Para quem quiser ver mais fotos e tiradas por alguém que percebe mais do assunto do que eu aqui fica o link:

http://www.caramulo-motorfestival.com/index.php?lang=PT&area=900#

SEM COMENTÁRIOS 007 - BOM FIM SEMANA






qual o peso da tua bicla? resultados

Resultado da votação qual o peso da tua bicla?
Tivemos 13 participações que resultaram em:
1 - com 9 votos (69%) de 12 a 13 Kg
2 - com 2 votos (15%) de 10 a 12 Kg
3 - com 1 voto cada (7%) de menos de 9 Kg e mais de 13 Kg
4 - não tivemos biclas de 9 a 10 Kg e de 11 a 12 Kg
De acordo com votação, a maioria tem uma bike entre os 12 e os 13Kg.
Temos um sortudo cuja bike está entre os menos de 9 Kg, mas ninguém se manifestou com pesos mais leves. O oposto acontece também com um voto apenas e penso que todos começam a ter esta condição peso mais acentuada aquando da escolha da sua bicla.

Enquete encerrada, obrigado pela participação.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Eu e minhas bikes

Pois bem após algumas apresentações cá da malta, chegou a minha vez.

Eu sou um amante do BTT, e mais ainda quando envolve patuscadas, o resto pouco importa.

Bikes isso sim, as bikes. Confesso que desde que comecei a frequentar este meio das bicicletas e sobretudo o BTT, fiquei viciado, sim vicia mesmo isto.
A minha primeira bicicleta, desta fase já em adulto, Foi uma em cromoly comprada em promoção num supermercado qualquer, penso que no carrefour.

Ainda fez umas voltinhas por aqui, tantas que somaram cerca de 1000kms.

A seguir comprei uma Specialized Rockhoper, que foi uma paixão desde que tinha decidido investir numa bike melhor.
Aqui já com algumas alterações significativas que fui fazendo a medida que apetecia ou podia, nomeadamente o espigão de selim Thomson, desviadorese manipulos XT, trazia LX e deore e pouco mais.
Foi um quadro muito bom, extremamente leve graças a liga M4 da Specialized e muito resistente.

Com o frequentar das lojas de Bikes e o conhecer pessoal, coisa de que me orgulho, conheci pessoas de todo o lado graças ao BTT e ainda mais graças ao ProjectoBTT, fórum que frequento e onde se privilegia o convívio salutar.
Ora com todo este convivio e discussão sobre bikes, decidi montar uma Single Speed.

O quadro eleito foi um GT Backwoods, e teria somente peças usadas ou de muito baixo custo.
E assim fui juntando tudo até estar pronto para montar, e toca a montar...

Pois, como podem reparar, está com mudanças. Como o pessoal com quem tinha combinado montarmos as Single Speed, ainda não tinha o projecto pronto a rolar, eu decidi montar a transmissão que tinha tirado da Specialized, material LX e deore. E assim fiquei com uma rígida para andar na estrada.

Rígida em estrada, é sempre em grande ritmo, o quadro GT muito resistente mas a pecar pelo peso, ufa....

Mas logo logo passou a ser o que lhe estava destinado, Single Speed.

E digo-vos, foi a melhor coisa que fiz, A SS é um espectáculo aconselho a todos os que puderem a montar uma.
Embora já tenha participado em provas com ela, e inclusive na Arrábida, digo-vos que o conceito é revelador. Acabamos por passar em todo o lado na mesma, mas o espirito é outro, a despreocupação é constante, a leitura do terreno passa para um nível que nem imaginávamos existir. Eu adoro a minha SS.
Mas é excelente para andar aqui em pequenas voltas o ir ao pão, dar uma voltinha com os miúdos, e andar por ai... Eu nesses casos monto-lhe os pedais de plataforma e já está o chinelo de enfiar no dedo e pimba nada de cleats.

Ora vamos ao que interessa, A minha actual montada multi-speed.

Quadro Trek 8500 com montagem a "la carte", em substituição do Specialized.

Aqui está um quadro em Aluminio, mas com uns acabamentos que parecem carbono, soldaduras polidas.
Este quadro pesa exactamente o mesmo do quadro que tinha cerca de 1,5kgs. Mas tem uma geometria muito mais racing, uma rigidez brutal que com o Fox com Válvula de inércia, bem formidável. Noto uma grande diferença sobretudo a subir.
Em principio de bikes rigidas fico por aqui, em principio....

A próxima aquisição será com Suspenção Total, aguardemos...

Até já amigos.

SEM COMENTÁRIOS 006






O que é mais difícil?

Subir ou Descer?


Como se diz na publicidade duma conhecida loja de electrodomésticos, “todos nós temos o nosso forte”. Sabes qual é o teu? Falando em termos de pedal, qual é o teu forte? Subir ou descer?

Muitos são aqueles que quando vêem uma subida, começam logo a ficar preocupados, tanto mais, porque isso significa muita libertação de suor, pernas mais pesadas, maior ritmo cardíaco, etc,. Daí surge a famosa frase, “…subir é para quem pode, descer é para quem gosta…” Não será necessariamente assim, pois, não é qualquer um que desce sem ter sistematicamente os dedos colados às manetes de travão. Numa descida, existe também suor, muita adrenalina e um ritmo cardíaco por vezes ainda mais elevado, associado ao risco eminente de uma queda aparatosa, com consequências que podem ser dramáticas, quer para o atleta, quer para a bike.

Há ainda quem consiga conciliar as duas vertentes, mas, por norma, há sempre um “forte” em todos nós. Por estas razões, sou da opinião de que subir não é mais difícil que descer, apenas depende de cada um.


Boas pedaladas...

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

SEM COMENTÁRIOS 005




Carbono ou Alumínio?

Esta é uma dúvida que à partida até parece fácil de solucionar. A maior parte de nós, em menos de 2 segundos escolheria o CARBONO como material de eleição na fabricação do quadro e componentes da Bike. Mas será mesmo assim tão simples? Os olhos também comem e sem dúvida, que quando olhamos para um quadro em fibra de carbono, e reparamos na beleza das suas linhas, na ausência de soldaduras, na aparente perfeição de construção de cada tubo, ficamos convencidos. Um dos pontos mais fortes do carbono é sem dúvida o peso, que aliado a uma rigidez extremamente elevada o tornam tão apetecível, principalmente no mundo da competição, pois uma sólida rigidez é fundamental para que se possa transmitir à roda toda a força exercida pelo atleta.

No entanto, também existem quadros em alumínio com soldaduras polidas, com extrema qualidade de construção e com linhas igualmente belas, mas, por norma são um pouco mais pesados e não tão rígidos como os de carbono, fazendo com que não sejam tão apetecíveis, à partida. Existe no entanto, um factor preponderante na escolha do alumínio, o PREÇO.

Sem dúvida que um quadro em alumínio fica menos dispendioso que fabricado no outro nobre material. Isto deve-se aos custos de produção que o carbono representa, nomeadamente na quantidade de matéria-prima utilizada. É pois este factor que faz com que, na hora da escolha da nova bike surjam dúvidas, ainda que aliadas a outros factores, nomeadamente a menor resistência a maus-tratos por parte do carbono e impossibilidade de alterar a pintura de origem. Quanto a mim, continuo a ser fiel ao alumínio no que toca ao BTT, mas se pudesse... quem sabe num futuro próximo haja mais uns €uritos na carteira!!!


Boas pedaladas...

terça-feira, 8 de setembro de 2009

SEM COMENTÁRIOS 004

Reparem na dimensão dos pneus.

Escolha dificíl - Rígida ou Suspensão total

Esta é uma pergunta que muitos de nós, principiantes ou não, poderemos fazer quando se pensa na compra da uma nova bike. A resposta nem sempre é fácil.


Isto porque existem sempre prós e contras em qualquer uma das situações.


Senão, vejamos, a suspensão total é mais confortável, mas a rígida é mais eficiente, FS (full suspension) normalmente é mais cara, HT (hard tail) possui uma mecânica mais simples, FS é por norma também mais pesada, mas a HT ao fim de duas horas temos as costas um pouco mais empenadas. Há portanto diversas variantes que nos deixam ainda mais confusos. Temos de partir então do tipo de utilização que lhe queremos dar, e para isso existem diversas categorias dentro do BTT, nomeadamente:- Downhill;- All Mountain;- Enduro;- Freeride;- Cross Country;- Dirt, etc.


Para cada uma destas categorias existem modelos específicos. A solução passa por adequar o tipo de bike à modalidade que nos interessa. Mas no XC (cross country) utilizam-se tanto a FS como a HT. Há ainda uma outra situação, que é a do biker que dá o seu passeio com os amigos ao Domingo. Nesta situação é necessário escolher entre os factores já descritos, nomeadamente, o conforto, posição de condução, peso, eficiência, complexidade do equipamento, ou seja, é necessário estabelecer uma hierarquia dos mesmos e selecionar o mais importante, podendo a partir daí fazer a escolha. Sendo dificil de escolher em qualquer um dos casos, espero que este texto não tenho complicado ainda mais!




Boas pedaladas...

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Pedalar noutros trilhos...

Férias no Gerês O rescaldo


Foi desta. Na sequência de algumas conversas entre o Shuri e eu acerca de locais para fazer férias com a família, (e com as “amantes”!!!!), surgiu a ideia de ir para um dos meus locais favoritos.


O Gerês.


Após uma semanita de praia, rumámos às magníficas paisagens do Parque Nacional Da Peneda Gerês.
A caravana constituída por dois carros, oito pessoas, duas bicicletas e muuuiiittttaaa tralha, (em famílias com crianças pequenas é mesmo assim, faz parte) chegou ao local da pernoita, o qual tinha um pormenor que não era mencionado nos prospectos: O acesso era de tal modo inclinado e com árvores que as “marias” se recusaram a tirar de lá os carros. De tal modo que as bikes remodelaram o jardim, aparando os arbustos. Tal viria a condicionar a nossa saída para pedalar…








Dado que já chegámos tarde, apenas jantámos e fizemos planos para a pedalada do dia a seguir visto que reconhecimentos, passeios de curta duração ou algo do género seria muito difícil, quer pelo tempo dispendido, quer pela distância e inclinação do acesso do alojamento à estrada!
Após uma troca de ideias decidiu-se fazer uma saída mais tardia ao contrário do usual, dado que o pequeno-almoço apenas seria servido a partir das 08h30 e que teríamos que sair com os carros e toda a gente a bordo, de modo a permitir que na nossa ausência as mulheres e os miúdos tivessem meio de se deslocar e usufruir deste magnifico cenário natural.







O track seleccionado tinha como percurso a passagem pela Portela do Homem, Campo do Gerês, Calcedónia, Barragem da Caniçada, Caldas do Gerês e regresso à Portela do Homem. Como o tempo estava muito limitado e aquilo é dureza (não se fiem apenas na altimetria), optamos por fazer apenas uma parte de percurso. Subimos à Portela do Homem de carro com as bicicletas, lá deixámos as mulheres e miúdos para verem a paisagem e irem às nascentes de água quente em Espanha. Com todas estas condicionantes montámos em cima das “burras” cerca das 11h30! Mas pelo menos toda a gente gostou e ainda vimos os Garranos…Depois de tudo isto, descemos na direcção do Campo do Gerês, primeiro por alcatrão e maioritariamente pelo percurso da Geira Romana, que nesta zona é uma estrada de terra com um piso razoável e com uma vista magnífica para a barragem de Vilarinho das Furnas.














Chegados ao Campo do Gerês o percurso ia por estrada até à Calcedónia e algures voltaria à terra. Como não gostamos de alcatrão decidimos fazer umas alterações e cortámos por uns trilhos que havíamos visto no dia anterior e pareciam ser magníficos. Tal revelou-se ser algo complicado, visto que nos perdemos várias vezes. Os trilhos não estão identificados na cartografia do GPS e visualmente é impossível saber por onde vamos. A direcção pode ser a certa mas por vezes nem as cabras lá passam…









Assim tivemos por várias vezes que voltar para trás e tomar novos caminhos. Tentámos seguir percursos pedestres, mas passávamos demasiado depressa e falhávamos as marcas… Após várias tentativas, seguimos por um trilho que nos levou à estrada de alcatrão, por onde descemos, visto que a hora de almoço já tinha passado e estava toda a gente à nossa espera. Após alguns quilómetros de descida em alcatrão, chegámos à barragem da Caniçada. Esperavam-nos na vila do Gerês, o que significava subir um bocado. Apesar de ser asfalto, revelou-se bastante duro para mim, que rebentei. Cheguei mais morto que vivo com apenas 40 km feitos e 720m de acumulado! Após a nossa chegada fizemos um piquenique em família, seguido de uma valente banhoca na Cascata do Arado e concluímos a tarde com uma visita ao miradouro da Pedra Bela.











Apesar de apenas de termos feito uma volta muito pequena e rápida é definitivamente uma experiência a repetir, de preferência com mais tempo, melhor preparação física e melhor planeamento do trajecto…

Vejam as fotos e sonhem, ou façam as malas e vão!Aconselho vivamente!